Quanto custa alugar um galpão logístico em SP em 2026
Pedir opções de galpãoResumo rápido
- O preço pedido médio de galpões de alto padrão em São Paulo está em torno de R$ 33,8/m² por mês, alta de 4,4% em 12 meses.
- O valor varia bastante por região: Grande ABC, Barueri e Cajamar ficam na faixa de R$ 33 a R$ 35/m².
- Campinas, Sorocaba e Vale do Paraíba ficam entre R$ 22 e R$ 27/m², mas o frete até o consumidor pesa na conta.
- Preço pedido não é preço fechado. A negociação depende de prazo, metragem e momento do mercado.
Quanto custa por metro quadrado, por região
Os números abaixo são preços pedidos de galpões de alto padrão no segundo trimestre de 2026.
| Região | Faixa de referência (R$/m²/mês) |
|---|---|
| Grande ABC | cerca de R$ 35,13 |
| Barueri | cerca de R$ 34,36 |
| Cajamar | cerca de R$ 32,99 |
| Campinas, Sorocaba e Vale do Paraíba | entre R$ 22 e R$ 27 |
Em Cajamar e Barueri, outra consultoria registra uma faixa mais ampla, de R$ 26 a R$ 42 por m², conforme o padrão do condomínio e a localização. Dentro do raio de 30 km da capital, o piso gira em torno de R$ 35/m².
Por que as fontes divergem? Cada consultoria usa uma amostra diferente: só alto padrão, só condomínios, só imóveis disponíveis. Use os números como referência, não como tabela de preço.
Exemplo de cálculo: galpão de 5.000 m²
| Cenário | R$/m² | Aluguel mensal |
|---|---|---|
| Região mais barata (Sorocaba ou Campinas) | R$ 25 | R$ 125.000 |
| Região intermediária (Cajamar) | R$ 33 | R$ 165.000 |
| Região premium (ABC ou Barueri) | R$ 35 | R$ 175.000 |
A diferença entre o cenário mais barato e o mais caro é de R$ 50 mil por mês. Antes de decidir só pelo aluguel, calcule o frete: um galpão 80 km mais longe pode custar menos de aluguel e mais de operação.
O que entra na conta além do aluguel
- Condomínio logístico: costuma ser cobrado à parte (segurança, manutenção de áreas comuns).
- IPTU: em geral repassado ao locatário. Confirme no contrato.
- Reajuste anual: pelo índice previsto em contrato (IPCA ou IGP-M).
- Garantia locatícia: fiança, seguro-fiança ou depósito.
- Adequações: divisórias, mezanino, combate a incêndio, docas extras.
- Seguro patrimonial do imóvel e do estoque.
Por que o preço está pressionado
A oferta é curta. No segundo trimestre de 2026, a vacância do Estado de São Paulo ficou em 3,89%, segundo a Cushman & Wakefield. Em polos específicos, a falta de espaço é maior: Guarulhos fechou o trimestre com cerca de 1% de vacância e Cajamar com cerca de 5%.
A demanda vem de e-commerce, varejo omnicanal e operadores 3PL. Há movimentações recentes de grandes ocupantes, como Shopee em Guarulhos e Mercado Livre em Cajamar e no Grande ABC.
Parte da demanda já migra para outras cidades. A Binswanger observa que São Paulo recuou de 56% para 48% do estoque brasileiro, sinal de descentralização.
Atenção: o preço pedido nacional recuou no trimestre, a primeira queda em três anos. O mercado está apertado, mas o preço não sobe em linha reta.
5 dicas para negociar melhor
- Comece a busca 6 a 9 meses antes. Com vacância baixa, o galpão ideal raramente está disponível na hora.
- Compare 3 regiões, não 1. Cajamar, Jundiaí e Campinas podem entregar operação parecida por custos diferentes.
- Negocie prazo por condições. Contratos mais longos costumam abrir espaço para carência ou desconto.
- Peça o custo total por m², não só o aluguel. Some condomínio, IPTU e seguro.
- Use um corretor especializado em galpões. Muitos imóveis bons circulam fora dos portais.
Perguntas frequentes
Qual o valor médio do aluguel de galpão logístico em SP?
Em torno de R$ 33 por m² por mês para alto padrão, com variação grande por região.
Galpão em Cajamar é mais barato que em Barueri?
Pelas médias de preço pedido, sim, mas a diferença é pequena e depende do condomínio.
O preço pedido é o preço final?
Não. O valor fechado depende de prazo, metragem, carência e do momento do mercado.
Vale a pena alugar mais longe da capital?
Quando o aluguel economizado supera o custo extra de frete e prazo de entrega. Precisa de conta caso a caso.
Fontes: Cushman & Wakefield, JLL, CBRE, Newmark, SiiLA e Binswanger (dados públicos do segundo trimestre de 2026).